Resenha: Um Milhão de Mundos Com Você

12/09/2017

Leia a resenha dos livros anteriores: #1 / #2
Resenha livre de spoilers

Eu sempre deixei bem claro meu crush por essa trilogia, né? Desde a resenha do primeiro livro eu mostrei meu amorzinho e a ansiedade pelas sequencias e então eis que finalmente li o último livro da trilogia Firebird e nesse momento só posso dizer que estou triste por me sentir agora orfã desses personagens e porque a conclusão não foi como eu imaginei que seria (não que eu tivesse imaginado muita coisa).

No primeiro livro me apaixonei por uma Marguerite corajosa e até mesmo inconsequente, mas no segundo ela foi amadurecendo conforme foi entendendo as consequências de seus atos para outras pessoas além de si mesma mas no terceiro livro a protagonista chegou até ganhar minha antipatia por agora só pensar meticulosamente em tudo que deve ou não fazer. Eu entendo que a missão dela é importante, afinal ela precisa salvar outras versões de si mesma e até universos inteiros mas ela precisava mesmo ficar tão chata? Acho que não e esse caminho escolhido pela autora me deixou decepcionada. Sem mencionar o romance, que nos outros livros foi sutil e apenas motivacional neste veio com tudo principalmente depois de tudo.

O que eu mais gosto em Firebird é a infinidade de universos que o livro nos apresenta e mesmo que seja o último livro e as coisas precisam ser resolvidas logo a autora ainda nos introduz a novos mundos de maneira simples mas importante para a história. Não sei se com outros leitores aconteceram isso, mas comigo sempre que algo ruim acontecia em algum universo ou com alguma Marguerite eu ficava triste de verdade e bom, sentimentos... sentimentos. :3
Somos o centro do nosso próprio universo, e cada um de nós está também à órbita de outras pessoas. É um paradoxo, mas às vezes é nos paradoxos que a verdade reside. 

O que mais me incomodou nesse livro foram as quantidades de lamentações da protagonista pelo que estava acontecendo no multiverso e seu relacionamento com Paul, além das explicações de fisica desta vez ficaram um pouco mais complexas para minha capacidade (eu sou totalmente leiga em fisica, sempre fui péssima aluna) então em alguns momentos eu só fui entender o que os personagens haviam debatido quando já estava acontecendo. Eu, particularmente, acho isso ruim porque me sinto vulnerável na leitura, sei lá, mas talvez para quem já tem um pouco mais de noção de física a compreensão seja imediata e não tenha confusão ou surpresa desnecessária ao longo da leitura.

A conclusão do livro não me satisfez porque justamente nos dois últimos capítulos a autora correu com tudo. Veja bem, grande parte deste volume Marguerite ficou indo de universo a universo tentando ajudar suas versões e seus mundos mas em um momento ela simplesmente teve um insight e resolveu arriscar algo que poderia acabar em tragédia total e foi lá e resolveu tudo assim papum (além de outros detalhes que sucederam depois). Isso me deixa com raiva porque tudo precisa ser num ritmo constante, entende? Mas okay, isso talvez seja eu sendo muito chata uaheuoehuheuiae.
As pessoas podem perdoar quase tudo, mas não perdoam quando alguém prova que estavam erradas.

Mesmo com as coisas que me incomodaram nesse volume eu ainda continuo adorando Firebird. Foi um dos livros diferentes que li nos últimos tempos e a ideia de viagem interdimensional ainda me encanta bastante.

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