Resenha: Família de Mentirosos

03/11/2022

Olá, leitoras. Como vocês estão?

A primeira vez que li Mentirosos me surpreendi e me apaixonei com a história. Na época de seu lançamento o livro foi um grande hype na comunidade de leitoras e leitores na internet, então não me surpreenderia se a prequel da história da família Sinclair não acabasse fazendo o meu sucesso — principalmente no Instagram. Infelizmente não foi o que aconteceu. Eu, particularmente, vi umas duas pessoas falando sobre esse livro e ninguém muito animado como foi com o primeiro.

ão é que Família de Mentirosos seja um livro ruim, pelo contrário. Acho E. Lockhart uma autora excelente que parece não estar aproveitando tanto assim do seu talento, já que ela tem poucos livros no seu currículo. Não acho que essa prequel foi necessária, que acrescentou algo a tudo que vimos em Mentirosos, mas é uma boa história que segue a linha narrativa da autora: Fluída, com muitos diálogos e alguns contos no meio do caminho. Claro, não podemos esquecer daquilo que dá um gostinho a mais as suas histórias: um plot twist.

O livro é contado pelo ponto de vista de Carrie, tia de Cadence (narradora de Mentirosos) e mãe de Johnny. Ela tem uma conversa com seu filho onde promete revelar um segredo da família, um segredo pessoal, e então voltamos quase 30 anos antes dos acontecimentos do primeiro livro. Carrie nunca se sentiu 100% como uma Sinclair e como a mais velha precisou servir de exemplo para as irmãs com todos os ensinamentos e regras que seu pai impunha para as filhas. A ilha já era um paraíso de verão para eles e a trama começa, de fato, justamente em um verão em que a pequena Rosemary morre afogada na praia.

Os Sinclair não falam sobre seus problemas, eles tão pouco os enfrentam. Tudo é varrido para baixo do tapete, todos fingem que nada aconteceu e é o que acontece com todos enquanto enfrentam o luto pela criança. É horrível de acompanhar, ainda mais sentindo a agonia de uma adolescente que se culpa por não estar com a irmã, uma adolescente que gostaria de chorar essa falta e acaba ficando viciada em remédios para amortecer essa dor. Ao voltar para a ilha no ano seguinte ela passa a ver o fantasma de Rosemary pela casa e a interagir com ela.

Para Carrie o ponto alto, o melhor desse verão, é conhecer com alguns meninos que acompanham sua prima na ilha (naquela época o pai dividia a ilha com seu irmão). Ai, para mim, é quando a história começa a dar uma desandada, já que a protagonista acaba se apaixonando por um dos meninos e passa seus dias com ele. As interações românticas demoram para acontecer e que bom que foi assim, pois os personagens não têm nenhuma química e o garoto é muito chato que se acha a última bolacha do pacote. Mas é um bom momento para vermos como a cabeça de Carrie está tão fodida a ponto de confundir seus sentimentos, a ponto de ficar paranoica e até mesmo perder "contato" com suas irmãs mesmo quando elas anseiam por ela.

Como já foi dito a escrita da autora é muito fluída, então eu acabei lendo o livro em menos de um dia. Todos os acontecimentos me deixavam mais e mais curiosa, ainda mais por saber que algum plot twist viria nessa história, mas quando ele veio eu não me senti tão impactada quanto gostaria/esperava. Claro, foi uma grande surpresa, mas sabe aquela coisa de a história praticamente estar se repetindo? Eu realmente gostaria de algo chocante. As consequenciais de todos aqueles atos não existem, o que pode mostrar que os ricos sempre se dão bem em todas as situações, mas não... só não, sabe. Torço para que a autora não volte mais para a família Sinclair e crie novas histórias surpreendentes para os leitores.

Título: Família de Mentirosos (Family of Liars)
Autora: E. Lockhart
Editora: Seguinte
Páginas: 336
Tradução: Flávia Souto Maior
Ano: 2022
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Sinopse:Não é fácil para Carrie ser a principal herdeira da família e carregar todas as expectativas que vêm junto com seu sobrenome. Para ser uma Sinclair perfeita, ela não deveria demonstrar emoções ― nem mesmo o sofrimento profundo pela morte recente de sua irmã caçula. Para ser uma Sinclair perfeita, deveria se submeter à cirurgia na mandíbula que seus pais insistem que ela faça, mesmo que isso lhe renda dolorosas semanas de recuperação ― e um vício em analgésicos. No verão de seus dezessete anos, a família vai para Beechwood, a ilha particular onde sempre passa as férias. Mas, dessa vez, há algo de diferente: entre os visitantes da ilha está Pfeff, um garoto que mexe com os sentimentos de Carrie. Mas esse relacionamento está longe de ser um conto de fadas ― e essa história dificilmente vai acabar em um “felizes para sempre”.

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