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Resenha: O Lado Feio do Amor

12/09/2022

Olá, leitoras. Como vocês estão?

Ainda nessa ideia de ler os livros da Colleen Hoover que me faltam decidi passar algumas horas (pois qualquer livro dela é quase certeza de realizar a leitura em um dia) para ler um dos livros que eu, particularmente, acredito ser um dos mais populares dela no Brasil: O Lado Feio do Amor que é um pouco antiguinho e até quase teve uma adaptação há alguns anos atrás.

Eu passei muitos meses lendo resenha deste livro na época de seu lançamento e hoje fico feliz de não ter lido já naquela época. Livros hypados sempre geram uma expectativa muito grande, mas além disso muitos aspectos da história que a gente lê nas resenhas ficam na memória e acabam estragando algumas surpresas, ainda que a grande maioria das resenhas não contenha spoilers. Não falo nada disso porque hoje eu gostei muito do livro, muito pelo contrário, mas a leitura foi melhor sem expectativas ainda mais agora que eu estou praticamente desconstruindo minha visão pela autora.

Tate vai morar com seu irmão em um condomínio de luxo em São Francisco, onde irá se dedicar ao doutorado e seu novo trabalho como enfermeira. Tem uma certa vantagem de morar com seu irmão, pois ele raramente estar em casa, já que é piloto de avião. Todas as vantagens vêm acompanhada de algumas desvantagens e no caso de Tate é que seu irmão é aquele irmão super, mega, hiper protetor que ainda acha que ela tem 15 anos de idade. Claro, que também tem um amigo de seu irmão muito bêbado na porta do apartamento quando ela chega e claro que ele é lindo e claro que logo nos primeiros dias uma tensão sexual entre eles surge fortíssima.

O que gostei nessa história é que Milles, o tal amigo bêbado do irmão, não é aquele personagem badboy que estava em alta há alguns anos. Claro que a CoHo teve alguns personagens assim, mas ela sempre conseguiu escrever interesse romântico com características diferentes do que os livros de sua época. Ainda assim não consigo ve-lo como um par romântico perfeito. Ele tem um sério trauma no passado que precisa urgentemente ser tratado com muita terapia, mas para ele a única resolução do problema é não se apaixonar por ninguém, não se envolver sexualmente com ninguém (nessa brincadeira o cara está há 6 anos sem ficar com ninguém) e quando ele se interessando por Tate surge a ideia (horrível, diga-se de passagem) de eles ficarem fazendo sexo casualmente.

Se o passado e o futuro são proibidos, nos resta apenas o presente, e não faço ideia do que fazer no presente.

Para deixar claro nunca acho a ideia de sexo casual ruim, mas os personagens precisam estar realmente passando para o leitor a ideia de que é isso que querem e claramente não é o que acontece aqui. Desde o começo Tate ao admirar a beleza Milles já dava sinais de que facilmente se apaixonaria por ele (claro, isso é um livro de romance) e foi o que aconteceu logo nas primeiras vezes em que eles ficaram. Sem contar que sexo casual se chama sexo casual por um motivo e eles passaram a ficar tantas vezes que praticamente viraram ficantes, mas com uma moça apaixonada e um macho que finge que não quer nada com ela. Me poupe, eu sinceramente passo raiva com esses joguinhos que não tem nada de sadio neles.

Quando falo que esse relacionamento não estava saudável é porque Tate chegou num ponto de sair dessa e acabar sofrendo de saudade, tendo que lidar com o macho ciumento (mas todo mundo finge que é fofo, porque ele não faz um "escândalo" como tantos outros personagens) e voltando correndo só pela ideia de ter essa pessoa em alguns momentos mesmo sabendo que esse cara não queria absolutamente nada com ela. Eu não consigo lidar com relacionamentos tóxicos que se fingem de relacionamento legal só porque os "termos" estavam na mesa do tempo inteiro, pois infelizmente nem sempre é assim que funciona. 

Acho que deu para perceber o que não gostei no livro, né? Não tem como ficar mais explícito. É uma pena, pois ele tinha tudo para me conquistar, para dar certo. Alguns detalhes, que se tornam o enredo principalmente acabaram sendo mais importantes na história do que a construção de um romance de fazer a leitora aqui suspirar. E bom, para quem gosta de momento de sexo esse livro tem e muito. Inclusive, eu acho que de todos que li da autora é o que mais tempo (pelo menos a cada 3 capítulos esses dois tão transando). 

De todo o mais CoHo acerta muito em contar a história com dois pontos de vista, sendo de Tate e de Milles — mas neste caso o de Milles é contando o seu passado para podermos entender os motivos que o levaram a desistir do amor e dos relacionamentos em geral. Gostei da história dele, mas não consegui comprar muito a sua justificativa para desistir do amor. Como disse no início da resenha esse menino precisava mesmo é de muita terapia, mas raramente os personagens recorrem a uma profissional para resolver os problemas, né?

Título: O Lado Feio do Amor (Ugly Love)
Autora: Colleen Hoover
Editora: Galera Record
Páginas: 336
Tradução: Priscila Catão
Ano: 2015
Compre aqui: Amazon
Sinopse: Quando Tate Collins se muda para o apartamento de seu irmão, Corbin, a fim de se dedicar ao mestrado em enfermagem, não imaginava conhecer o lado feio do amor. Um relacionamento onde companheirismo e cumplicidade não são prioridades. E o sexo parece ser o único objetivo. Mas Miles Archer, piloto de avião, vizinho e melhor amigo de Corbin, sabe ser persuasivo... apesar da armadura emocional que usa para esconder um passado de dor. O que Miles e Tate sentem não é amor à primeira vista, mas uma atração incontrolável. Em pouco tempo não conseguem mais resistir e se entregam ao desejo. O rapaz impõe duas regras: sem perguntas sobre o passado e sem esperanças para o futuro. Será um relacionamento casual. Eles têm a sintonia perfeita. Tate prometeu não se apaixonar. Mas vai descobrir que nenhuma regra é capaz de controlar o amor e o desejo.

Resenha: Talvez Agora

12/08/2022


Oi, leitoras. Como vocês estão?

Na última segunda eu postei a resenha de Maybe Not e, quem leu, já sabe que eu não gostei do livro, né? Mas logo após finalizar essa bomba eu já fui direto para Talvez Agora para não perder o ritmo, mas fui com um medo. Primeiro que, particularmente, não vejo necessidade em sequencias como essa. O casal já tinha se resolvido no fim de Talvez um Dia, tava tudo bonito e as mil maravilhas, mas a desculpa da Colleen Hoover para essa sequencia foi de que sentiu a necessidade de dar um fim digno para a história de Maggie (a ex-namorada de Ridge, que ele traíu com Sydney), mas a pergunta que eu me faço é: Porque não escreveu o livro inteiro sob o ponto de vista de Maggie?

Recapitulando, Maggie descobriu que Ridge estava apaixonado por Sydney e que eles haviam se beijado da pior forma possível (através das mensagens que eles trocavam) e decidiu terminar com ele. Mas Maggie tem fibrose cística, vive doente, internada e precisa de cuidados, porém não tem mais família próxima e as únicas pessoas com quem ela conviveu por anos foram Ridge e Warren. A situação fica um pouco estranha depois que Sydney e Ridge começam a namorada e então Maggie acha que precisa evita-los, mas ao longo das páginas percebemos o quanto ela está ressentida. Ela não sente que perdeu o namorado, mas o seu melhor amigo. A pessoa com quem ela podia contar em todos os momentos, inclusive os piores.

Eu gosto quando o livro tem o pov de Maggie. Acho ela divertida e mesmo que esteja pessimista com sua condição de saúde ela ainda faz com que a nossa leitura seja bacana. Como sabe que vai morrer em breve ela decide fazer algumas coisas de sua "lista de coisas para fazer antes de morrer" e uma delas é saltar de paraquedas. No fatídico dia ela conhece Jake, seu instrutor, viciado em adrenalina, médico e por quem acaba se relacionamento brevemente. Talvez justamente por ser médico entende bem as limitações dela, sua expectativa de vida, mas por ser um viciado em adrenalina ele não consegue entender o porque de ela não querer aproveitar a vida agora.

Adoro como me sinto quando estou perto dela. Cheio de adrenalina, como se estivesse no meio de um salto de paraquedas noturno. Mas, apesar de eu estar cheio de adrenalina e tocando no cabeça dela, de ela ter sorrido quando entrei, vejo nos seus olhos que meu paraquedas está prestes a falhar e que vou despencar sozinho sem nada para amortecer a queda horrível.

O que não gostei foi o livro ainda ter narrações de Sydney e Ridge. Como eu disse a história deles terminou de forma perfeita e mesmo que esse casal ainda deveria resolver algumas coisas com Maggie nós não precisávamos de vários e vários capítulos com esse casal brigando toda hora porque Sydney tem ciúmes de Maggie. O que é até irônico (e hipócrita), já que ela foi o pivô da separação dos dois e sabe muito bem que Ridge seria capaz de morrer montanhas por ela. Inclusive ele até decide tentar falar por causa dela, então se isso não é um tipo estranho de amor eu não sei o que é.

Eu acho bizarro às vezes em como a CoHo toma certas decisões criativas em seus livros, principalmente as sequencias. Eu já li alguém da minha rede de colegas blogueiras dizendo que ela é irresponsável a tratar de certos assuntos, principalmente quando se trata de abusos, mas até o momento eu acho é que ela faz de propósito. Um boy lixo, uma situação lixo, uma personagem feminina que reproduz abusos e machismos e por aí vai. Porque não faz sentido ter Maggie ali, tão madura mesmo depois de ter sido traída (ainda ela tenha uma atitude imatura no livro os motivos não foram ciúmes), enquanto outra fica irritada porque o cara tá saindo de casa pra cuidar da Maggie doente, sabe? E eu tô falando isso deixando de lado Bridgette e Warren, que são um casal bem problemáticos e Bridgette sendo tão ou mais imatura de Sydney, além de seu mal humor. Até passei um pano para ela em Maybe Not, mas poxa... Zero desenvolvimento de personagem é chato isso.

Nossa vida não deveria girar em torno de possíveis fins. Ela devia girar em torno das experiencias que levam a esses fins.

Dito tuuuudo isso acho que a experiencia de ler Talvez Agora teria sido muito melhor só com o romancinho de Maggie e Jake. Mesmo com Maggie doente e não querendo se prender a Jake tudo foi fofo e fácil, gostoso de acompanhar. Sabe aquele casal que a gente torce o tempo inteiro? Me vi criando expectativas para que eles se encontrassem e, principalmente, para que Jake tivesse mais páginas dedicadas a si.

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Título: Talvez um dia
Série: Maybe (Talvez #2)
Autora: Colleen Hoover
Editora: Galera Record
Tradução: Priscila Catão 
Ano: 2020
Compre aqui: amzn.to/3P1qPAf

Resenha: Maybe Not (Talvez Não)

08/08/2022

Maybe Not - Talvez não - Colleen Hoover
Olá, leitoras. Tudo bem com vocês?

Há uns bons anos atrás li Talvez um Dia da Colleen Hoover e depois vieram as sequencias que eu, até então, não tive nenhum interesse em ler (até porque Talvez um Dia é um dos livros da autoras que eu li e que menos gosto), mas diante de tantas polêmicas que o nome da Colleen Hoover ficou nesse último mês eu fiquei com vontade de dar continuidade na leitura dos livros da autora. É uma longa lista, mas já fui começando logo com as pendencias.

CoHo sempre foi uma das minhas autoras favoritas, mas assim como muitas de suas leitoras eu acho que não tinha tanta maturidade para ler determinadas histórias sem compreender melhor o que está realmente acontecendo, sabe? Não da para negar que ela tem alguns personagens, em sua maioria masculinos, bem problemáticos e eu dei o azar de pegar logo um livro que é narrado por um cara nesse nível.

Maybe Not é um spin-off narrado pelo companheiro de quarto de Ridge: Warren. Eu não lembro muito bem o que achei desse personagem lá em 2017 quando li o primeiro livro, mas aqui eu devo dizer que acabei pegando um ranço dele logo nas primeiras páginas pelos inúmeros comentários sexistas que ele fez em relação a Bridgette. Essa história começa alguns meses do inicio de Talvez um Dia, quando Bridgette, de fato, se torna companheiro de quarto de Ridge e Warren. Para quem gosta de um enemies to lovers essa história é um prato cheio, já que desde o inicio dos dois se odeiam e Bridgette demonstra ser uma pessoa difícil de lidar.

Mas vamos, lá... Bridgette realmente é uma pessoa difícil de se lidar. Ela não é de fazer questão de fazer amigos, de ser simpática e muito menos de fingir que se importa com alguma coisa. Essa personalidade dela já foi exposta em Talvez um Dia e até aí ok, ela passou por muita m#rda na vida, nunca teve alguém que pudesse mostrar para ela que tá tudo bem ser legal, tudo bem brincar com as pessoas, aceitar amizades e até mesmo um relacionamento. O problema é que, para mim, Warren não é a pessoa que deveria fazer isso por ela e, claro, o livro faz com que seja.

Ela é má, Warren. Provavelmente, a menina mais má que eu já conheci. Então, se ela te matar enquanto estiver dormindo, não diga que eu não avisei.

Ele se acha um pouco demais. A menina tá lá xingando e ele jura de pé junto que ela tá louca por ele. Que coisa chata. Até ok ele achar que ela sente algo por ele e não quer admitir, mas as formas que ele procura conquista-las são as piores, pois são incomodas. E eu vou dar só um exemplo, pois depois disso o negócio só pior. Há um momento em especifico que eles estão no carro e ele tenta pegar a mão dela, mas ela nega mais de uma vez e ele simplesmente a obriga a ficar de mãos dadas com ele. Ela não quer, ele fica bravo, diz que quer socar o carro e xinga ela. Daqui a pouco ela vai lá e da a mão pra ele. Não tem como achar que depois de todo esse escândalo ela fez por boa vontade. Eu gosto de romances que os personagens são desafiadores e Bridgette é muito, mas o "jogo da conquista" não funciona com obrigatoriedades, com palavras do tipo "eu sei que você me quer então aceite".

Já deu para perceber que eu comecei essa minha ideia de ler os livros da CoHo com o pé esquerdo, né? kkk É rir para não chorar, pois eu acho que não vai melhorar muito daqui para frente e, honestamente, eu estou com receio de acabar com minha ilusão de que ela é um cristalzinho 🤭🤭

Mais Colleen Hoover no site

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Título: Maybe Not (Talvez Não)
Série: Maybe (Talvez #1.5)
Autora: Colleen Hoover
Editora: AtriaBooks (inglês)
Ano: 2014
Sinopse: Quando Warren tem a oportunidade de viver com uma mulher como companheira de quarto, ele instantaneamente concorda. Poderia ser uma mudança emocionante. Ou talvez não. Especialmente quando essa companheira de quarto é a fria e aparentemente calculista Bridgette. As tensões estão altas e os ânimos se exaltam conforme os dois quase não aguentam ficar juntos na mesma sala. Mas Warren tem uma teoria sobre Bridgette: quem pode odiar com tanta paixão também deve ter a capacidade de amar, com tanta paixão. E ele quer ser o único a testar essa teoria. Bridgette encontrará isso em si mesma para aquecer o seu coração para Warren e finalmente aprender a amar? Talvez. Talvez não.

Resenha: As Mil Partes do Meu Coração

18/09/2020


É sempre muito prazeroso ler algo da Colleen Hoover e via os leitores comentado deste livro antes de ele ser lançado no Brasil (e seu título original eu adoro), dai quando saiu aqui eu fui logo lendo, mas a resenha demorou para sair no meu blog pois acabei colocando outras coisas na frente (tipo mais de um ano). De todo modo eu estava esperando um romance mas ela me proporcionou um drama, uma história de auto-reconhecimento, uma família, que eu nunca imaginei que leria nesses últimos tempos.

Merit é uma adolescente que se sente completamente excluída da sua família e até mesmo da sociedade. Um dia ela decide simplesmente abandonar a escola e não se surpreende quando se da conta que ninguém em sua casa (no caso os adultos) notou essa decisão. No meio de tudo isso ela conhece Sagan, que é o suposto novo namorado de sua irmã (gêmea) e Luck, o irmão da sua madrasta — que por acaso se chama Victoria, assim como a mãe de Merit (que mesmo sendo divorciada do pai ainda mora sob o mesmo teto). Sério, lendo assim parece uma confusão daquelas de sessão da tarde mas garanto que o buraco é muito mais em baixo.

E eu amo a Colleen Hoover por fazer esses dramas que confundem nossa cabeça de inicio mas que tudo vai se encaixando ao longo da história. Ela é a autora que sabe como prender um leitor até mesmo no tipo de história que esse leitor não está tão interessado (na época eu nem curtia drama familiar). O desenvolvimento que os personagens tem nessa obra é excelente, principalmente Merit, que ao longo do livro vai descobrindo coisas sobre si mesma que antes negava completamente e dessa forma ela percebe que parte do problema de sua família também é ela e sua personalidade e, claro, tenta reverter um pouco dessa situação, mas como as coisas não acontecem por um milagre é claro que no final envolve ajuda de profissional nisso tudo.

Eu não gostei muito da tradução do livro para o português. Pode-se ver que o nome original tem o nome da protagonista que também há uma tradução literal para nosso idioma (assim como a irmã dela, que se chama Honor). E combina muito mais com a história. Mesmo que houvesse uma tradução literal e que alguns iriam reclamar iria ficar perfeito com os acontecimentos do livro. Enfim, um assunto polemico de tradução e que não faz diferença no prazer da leitura.

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Título: As Mil Partes do Meu Coração (Without Merit) • Autora: Colleen Hoover
Editora: Galera Record • Tradução: Ryta Vinagre
Para comprar o livro e ajudar o blog clique aqui



Resenha: Verity

05/08/2020

Resenha Verity Colleen Hoover

Colleen Hoover é uma autora amada por muitos e odiada por alguns. Seus livros sempre tratam de temas polêmicos e incômodos, isso em livros de romance. Como uma grande fã da autora eu nunca imaginaria que poderia ler um thriller psicológico de sua autoria e quando soube sobre Verity fiquei com receio de acabar me decepcionando com a autora e torcendo para ela nunca mais se arriscar fora dos romances, entretanto minhas expectativas foram superadas e eu afirmo desde já que Verity é um ótimo suspense e que tem todas as caracteristicas da CoHo que seus leitores já conhecem.

Lowen é uma escritora de suspenses que não faz muito sucesso e foi convidada a ser co-autora dos dois últimos livros da série de sucesso escrita por Verity, uma renomada autora que está em estado vegetativo após um acidente de carro. Para poder fazer esse trabalho ela passa alguns dias na casa de Verity, onde estão o marido e filho além das lembranças doloridas do falecimento das duas filhas (gêmeas). Entre um desejo de terminar tudo logo, somente para pegar a grana que ela tanto precisa, e atração que sente por Jeremy (marido de Verity), Lowen acaba encontrando um manuscrito de uma autobiografia de Verity que irá revelar alguns segredos da autora e de seu casamento que ninguém esperaria encontrar.

O livro é narrado entre o presente, pelo ponto de vista de Lowen, e pela autobiografia de Verity. De certo modo em alguns momentos durante a leitura eu senti uma certa semelhança com Garota Exemplar, com a ideia de manipulação e nos guiar para um caminho que pode ou não ser o correto. Verity é uma personagem muito assustadora, seja em seu texto ou em suas raras aparições pela casa quando a enfermeira a leva para dar uma volta. Sua presença, por si só, pode assustar pelo modo como ela está doente, causando uma sensação de empatia e ao mesmo repulsa dependendo de qual nível de leitura você esteja. Eu amei esse elemento neste livro, pois tudo que eu desejo quando leio um suspense é justamente a apreensão dos próximos acontecimentos, a antecipação de qual momento será até mesmo assustador. Acho que CoHo deveria escrever mais suspenses daqui em diante.

Resenha Verity Colleen Hoover

Como eu disse no início CoHo sempre escreve sobre temas polêmicos e incômodos e aqui não foi diferente, principalmente na parte que nos incomoda. A leitura dos textos de Verity causam enjoo e ódio, cheios de passagens de sexo (não do jeito que as leitoras gostam) e principalmente sobre seu ressentimento em relação as filhas por terem "roubado" Jeremy e seu amor. Verity é extremamente obcecada pelo seu marido e até certo ponto odeia suas filhas. Quando passa a gostar de uma acaba menosprezando a outra até chegar a um ápice trágico.

É claro que minhas partes favoritas foram do manuscrito de Verity, mas é justamente o presente que da todo o tom do livro. Lowen tem problemas com sonambulismo, toma xanax, e sua falta de sono acaba prejudicando seu raciocínio lógico para algumas coisas. Sua atração por Jeremy também não é nada bacana e é muito estranho mesmo o que acontece entre eles enquanto a esposa dele está praticamente a beira da morte no andar de cima. Contudo isso nos obriga a ver a história de um modo diferente, pois como sabemos tudo é sempre culpa do marido, certo? Aqui Lowen nos faz ver Jeremy como um homem perfeito e devoto a sua família, que ainda sofre pela perda das gêmeas e lida com a esposa como se ainda a amasse apesar de sua condição. Honestamente eu adoraria ver a história nos guiando para odiar Jeremy, mas seria tão previsível que amei o modo como CoHo conduziu esse aspecto da história.

Acredito que o livro teria sido muito melhor se um certo suspense da trama não tivesse sido descartado tão cedo, (apesar de a autora não ter descartado de cara, ainda era óbvio que acabaria acontecendo isso). Um bom livro de suspense não é nada sem um final surpreendente e por eu não ter gostado de uma coisinha no final eu acabei não dando 5 estrelas no Skoob, mas é todas as minhas teorias estavam erradas e fico feliz por isso.

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Título: Verity (Verity) • Autora: Colleen Hoover
Editora: Galera Record • Tradução: Thais Britto

Resenha: Talvez um Dia

04/12/2017

Eu nunca escondi o crush enooorme que eu tenho pela CoHo neste blog, certo? Fazia muito tempo que eu não lia nada da autora e estava sentindo uma saudade imensa de suas histórias que, sempre, me fazer acreditar no amor e na bondade das pessoas. Ela não escreve simplesmente um romance, ela se aprofunda nos sentimentos de seus personagens nos fazendo ama-los ou odia-los. Então quando fui na biblioteca da minha cidade levar vários livros que tirei da estante para doação resolvi pegar algo emprestado e vi CoHo ali na estante dos mais queridos pelos leitores (e fiquei mega feliz de saber que a galera daqui também curte ela).

Talvez um Dia foi, dos livros que li até o momento da autora, o que eu menos gostei. A história é sim maravilhosa e a protagonista, Sydney, é uma personagem muito adorável. Ela acabou de completar 22 anos e descobriu que seu namorado e sua melhor amiga estão tendo um caso. Tudo em que ela acreditava desmoronou e então ela se vê completamente perdida em que rumo tomar; mas recebe então a ajuda de Ridge, um rapaz que ela sempre observava da varanda de sua casa tocando violão. De inicio eles tem uma amizade bem legal e como ele é compositor com sérios problemas de bloqueio criativo ela a ajuda a compor as novas canções para a banda do irmão de Ridge. Aos poucos a relação deles passa um pouco da amizade e se torna atração fisica até o ponto em que eles percebem que estão apaixonados. O problema real nisso é que Ridge tem namorada.


E foi justamente nesse ponto que as coisas viraram um problema para mim. O Ridge, que até então parecia ser um cara super bacana e sensível acabou se tornando um boy lixo pelo que eu ele estava fazendo com Maggie (a namorada) e Sydney (que estava tentando ao máximo se controlar pois ela sabia o que é ser traída). Não vou falar que Sydney e ele ficaram se pegando pelos contos pelas costas da moça, pois isso não aconteceu. Ele tentou evitar ter contato com ela, mesmo com os trabalhos de composição, mas foi difícil para ambos ainda mais com a amizade forte e sincera que eles tinham. Então claro que chega um ponto na história que tudo desmorona e essa mentira não pode ser mais sustentada. De qualquer forma eu não comprei o amor deles nem quando a história terminou.

Li algumas resenhas deste livro e algumas leitoras até concordam comigo sobre o casal. Algumas torciam para ele ficar com Maggie mesmo, mas eu queria que ele ficasse sozinho mesmo para aprender a parar de brincar com os sentimentos das pessoas mesmo que essa não seja a intenção (neste caso acredito mesmo que a CoHo quis romantizar um pouco o cara com todas as explicações do porque ele amar Maggie e como ele se sentia sobre Sydney e tudo mais).

As pessoas só decidem por quem pode continuar apaixonadas.

Já notou que eu não curti o romance, certo? Mas eu disse que gostei da história. Como isso? Bom, CoHo me surpreendeu por conseguir descrever sentimentos tão bem. Veja bem, Ridge tem deficiência auditiva e mesmo assim superou coisas na vida que nem imaginamos. Então sempre que havia um capitulo narrado por ele as descrições sobre a forma como as pessoas se comunicavam com ele, como ele fazia para compor suas musicas no violão, como fazia para interpretar as pessoas, e etc, foram tão detalhadas que me passou a sensação de que a própria autora tem essa deficiência e estava colocando no papel tudo isso para seus leitores. E é por essas e outras que eu amo CoHo. <3

Bom, o livro é narrado em capítulos alternados de Sydney e Ridge, sempre em primeira pessoa. Achei maravilhoso ela fazer isso, principalmente porque em Hopeless e Métrica temos um livro só para contar a história pela perspectiva do protagonista masculino. Alguns leitores amam isso, mas eu acho meio chato e leio mais pela obrigação na maioria das histórias. Lembro que foi feito isso também em Nunca Jamais, mas neste caso ela escreveu o livro com uma outra autora e ai o processo deve ser diferente (eu imagino).

Eeenfim, falei demais, rs. Eu indico sim a leitura para quem gosta de romance e principalmente para quem curte a autora. Se você nunca leu nada dela recomendo que comece com outro livro, pode até ser Métrica que é excelente. <3 E não deixe de ouvir a trilha sonora de Talvez um Dia.

Resenha: Nunca Jamais

29/04/2016

Não é segredo para nenhum leitor(a) do blog o quanto eu amo CoHo, certo? Fiquei mega feliz quando a Record me mandou Nunca Jamais na parceria de ação da editora (eles escolhem alguns blogueiros e enviam uns livros de forma aleatória de acordo com o gosto literário) e mesmo tendo algumas leituras atrasadas eu fui logo lendo pois há algum tempo estava de olho nele para as minhas próximas compras. Foram poucos os livros que li em 2016 que me prenderam na leitura de uma forma que nada me fizesse largar-lo e posso afirmar que este foi o terceiro ou o quarto que conseguiu esse feito. A obra tem esse mistério que faz qualquer leitor se remoer de curiosidade para saber o que houve com Charlie e Silas.

Mas vocês sabem que eu não sou uma leitora normal, geralmente não bato muito bem das ideias; Então confesso para vocês que o desejo de saber o que houve com a memória do casal foi o que menos me fez roer as unhas durante a leitura apesar de, em primeiro lugar, ter me feito ficar extramente curiosa com ela. O negócio é que o livro já começa no momento em que Charlie tem seu lapso e seus primeiros relatos são extramente angustiantes. De fato eu me senti vivendo aquela situação desesperadora que acaba rolando durante toda a obra.

Tudo a respeito dela é cativante, como as consequências de uma tempestade. As pessoas não deviam se deleitar com a destruição que a Mãe Natureza é capaz de causar, mas é algo que atrai nosso interesse mesmo assim. Charlie é a devastação que fica depois que o tornado passa.

 

Os capítulos são intercalados entre Charlie e Silas e vamos descobrindo sobre eles junto com o decorrer da leitura da mesma forma em que eles se descobrem. É interessante descobrir, como leitora, alguma característica dxs personagens que acaba sendo irritante, por exemplo, e logo em seguida ler que isso não é algo que irrita somente a mim mas também x próprix personagem. É uma história onde tudo acaba sendo uma surpresa e nunca se sabe o que esperar, já que é praticamente impossível presumir alguma ação deles baseando-se em acontecimentos de outros livros do gênero. O clichê fica fora de questão em Nunca Jamais.

Cada leitor pode ler o livro de uma forma, alguns preferindo pelo lado do mistério e outros pelo lado do romance. Eu acho que preferi levar mais pelo romance e ver o que seria da vida desse casal que antes de tudo isso já estavam vivendo um mal momento no relacionamento. Acima de qualquer coisa eu vi o livro como a redescoberta de um casal pelo amor e não daquela forma de lição de vida que outras obras podem trazer aos leitores. Cada pista que eles encontravam mostrava algo sobre o passado de ambos e o quanto eles eram apaixonados, como foi o inicio do relacionamento e as primeiras descobertas; portanto é muito fácil entender que o amor está com eles independente de ambos agora serem estranhos um para o outro. É um romance puro e não no sentido de querer classificar o livro, mas sim nos sentimentos. É aquele romance que fica na cabeça e te deixar triste por ainda não ter encontrado um assim.

Que estranho ser feita de carne, se equilibrar em ossos e ter uma alma que nunca conheci.

Sei que Nunca Jamais é uma trilogia e pelas informações que vi no Skoob todos os livros são bem curtinhos, então fiquei pensando no porque das autoras não deixarem tudo num único volume e acabar logo com a agonia dos leitores, pois esse final me deixou mais nervosa do que o resto de todo o livro. Sério, acho que as ultimas páginas meu coração estava tão acelerado e a respiração tão forte que tive que me dar alguns minutos tentando assimilar tudo aquilo. Eu não poderia esperar nada menos de algo que tenha Colleen Hoover no meio, sempre cheia de plot twist e/ou cliffhanger. O que me resta de verdade é torcer para que a editora traga logo o segundo volume para o Brasil pois a mão da curiosidade tá tremendo demais.

Foto: Silviane Casemiro | Estilhaçando Livros

Resenha: Essa Garota

04/03/2016


Terceiro e último volume da trilogia Métrica e temos um livro totalmente narrado por Will, onde ele conta não apenas para Lake mas para nós como foi quando eles se conheceram e tudo o que ele sofreu naquele período. Bom, eu li Métrica em meados de 2014 junto com Pausa e após mais de um ano eu esqueci praticamente tudo o que tinha acontecido em detalhes (as resenhas são de 2014, postadas no Cantar em Verso), então esse livro foi mais para me relembrar como foi conhecer Will e Lake e curtir sua história. Sei que no inicio eu não tinha me apegado muito ao casal mas após saber sobre os sentimentos deles foi mais gostoso acompanhar a história pelo ponto de vista dele, mesmo com algumas ressalvas.
Já tenho o seu futuro, agora quero conhecer o seu passado.

Apesar de ter gostado da leitura de Essa Garota eu fico um pouco incomodada com a necessidade dos autores em repetir a história com um ponto de vista diferente. E olha, vocês sabem por aqui que eu adoro a Colleen Hoover, mas mesmo sendo ela eu acho "imperdoável" (uHAUIOHAIAHI). É legal saber o ponto de vista? Sim, é. Mas não é necessário. Praticamente nada muda na história, então... :\ Mas enfim! Saber o que se passava na cabeça de Will e o quanto ele sofreu nos meses em que Lake e ele tiveram que ficar separados foi bem tenso. Algumas vezes lendo Métrica eu sentia raiva dele pois parecia que ele estava brincando com a menina, mas aqui vemos que ele apenas estava fora de controle, por mais que tentasse fazer a coisa certa era muito dificil. Ter que equilibrar a sua vida, escolher entre o amor de uma mulher ou o futuro de sua família (seu irmão); e mais o peso de saber algo que poderia acabar com Lake caso ele contasse antes do momento.

Mas acho que faltou um diferencial nesse livro, que seria ele comentar também um pouco mais sobre a sua vida antes de Lake, sabe? Mesmo não lembrando dos detalhes do inicio do relacionamento entre eles ainda fica algo repetitivo, ainda mais se o leitor resolver ler os três livros em sequencia. Mas enfim, eu acho que não tenho muito o que falar sobre esse livro já que ele não trouxe nenhuma grande novidade em relação a Métrica. Vale a pena a leitura? Até que vale, mas não é um volume necessário.

Amor e ódio, apesar de opostos, são dois sentimentos induzidos pela paixão. 

Resenha: Pausa

24/02/2016



Vou começar a resenha confessando que – apesar de gostar de estar um pouco na cabeça de Will – achei Pausa uma sequencia desnecessária. Depois de todos os acontecimentos de Métrica eu nunca imaginei uma sequencia possível para a história. Claro que sempre fica a curiosidade de saber o que acontece com os personagens depois que o livro acaba (Hazel Grace feelings), mas ainda assim não achei necessária essa continuação.

Nesse livro Lake e Will estão juntos há cerca de um ano, vivendo um lindo e belo relacionamento – assim como assumindo responsabilidades cada vez maiores para pessoas de sua idade. A autora fez questão de pular toda a parte boa (que não foi só alegria, infelizmente) e já pulou para o ponto alto de Pausa: Os questionamentos de Lake. Como eu citei na resenha de Métrica a conexão entre Lake e Will aconteceu muito rápido e eu não me convenci desse amor até ler Pausa. Após Lake descobrir que Will está tendo aulas com sua ex-namorada (!!!!!) é tomada pelo ciúme e resolve então que eles devem dar uma pequena pausa em seu relacionamento. Vi comentários em blogs e grupos no absurdo/infantilidade da personagem em tomar essa atitude por causa de uma coisa tão insignificante. Mas vamos pensar assim: a) Se você tem o seu primeiro namorado, que é alguns anos mais velho e já teve outra namorada antes, você não ficaria com ciúmes em saber (da pior forma possível) que eles estão tendo aulas juntos? B) Se você tem o seu primeiro namorado, cujo o relacionamento de vocês não é nada comum por causa dos seus traumas, responsabilidades e perdas você não se questionaria no quanto esse amor é real ou apenas fruto de pena?

Bom, eu com certeza me faria essas questões.

O pequeno problema (para mim) é que a autora demorou um pouquinho demais para jogar essas questões em cima dos leitores e a briguinha entre Lake e Will foi chata, irritante e no fundo parecia sem fundamentos (o que faz total sentido as pessoas julgarem Lake infantil nesse livro). Quando, finalmente, a autora o fez o problema foi resolvido de forma muito rápida – para logo outro problema pior ser jogado para cima do leitor. Talvez pareça que eu esteja falando mal do livro, mas eu juro que não. Apesar dos pesares não me decepcionei com a Colleen, apenas bato na tecla sobre a sequencia ser desnecessária. Criando a ideia da necessidade de criar um outro problema, após o tema principal ser resolvido, para finalmente convencer o leitor do que realmente o sentimento entre os dois é real.

Nessa sequência os personagens secundários ganham mais vida e até conquistando o leitor. É bom ver um outro casal em um livro New Adult que não faça o tipo fogueteiros. A amiga mais assanhada da personagem e seu namorado bobão apaixonado. Na verdade é uma grande qualidade da Colleen (pelo menos dos livros que eu li) criar personagens clichês e ao mesmo tempo tão fora do comum desse gênero literário. Vale a pena? Sim, mas não é tudo isso. 

Resenha: Métrica

15/01/2016

Métrica de Colleen Hoover

Na trama somos apresentadas a Lake e Will e no começo fiquei incomodada como logo aconteceu à conexão entre eles, e eu confesso que demorei até o segundo livro para me convencer de verdade desse amor (inclusive em Pausa esse amor é questionado pela própria personagem, mas enfim... Assunto para outra resenha). É claro que eu não posso em hipótese alguma negar que eles são uns lindos juntos e eu quero pegar eles no colo e ama-los.

Lake é uma garota que passou por uma grande perda e por consequências da vida teve que se mudar com sua mãe e seu irmão mais novo. Tão logo que eles chegaram à nova cidade seu irmão fez amizade com um garotinho simpático que mora na casa da frente. Ele é o irmão mais novo de Will e puf, o amor acontece. Will é um rapaz simpático, engraçado, inteligente e romântico. Como se bastasse todas as suas qualidades ele é um amante de poesia e logo nas primeiras páginas somos apresentadas a Poesia Slam, que fica presente durante toda a narrativa e deixa a história mais interessante. Os momentos onde as poesias slam estão presentes ou são extremamente lindas/dramáticas ou engraçadas. Eu acho que a autora poderia ter usado mais slam durante o livro, pois realmente é um diferencial.

Em um livro como Métrica é difícil ficar se prendendo apenas nos personagens principais, pois eu acredito que ele vai além do amor entre uma garota e um garoto. Ele nos mostra (e muito) o amor entre família, assim como a sua importância e o seu valor. Não vou ficar falando o motivo disso no livro, pois só lendo para entender; E isso realmente me tocou de uma forma como nenhum outro livro já tenha tocado. O que eu mais gostei nesta obra foi que o romance e os dramas que envolvem a história, apesar de clichê, não é nenhum pouco chato. Apesar de Will ser o primeiro amor verdadeiro de Lake ela não faz um drama exagerado em cima disso, apesar de ela ainda ser nova é responsável e tem os pés no chão. Um exemplo de que para ser protagonista não precisa ser chata/sem graça; Assim como o Will é um exemplo de que para ser o amor da vida da protagonista ele não precisa ter pinta de badboy, ser maromba, esquentadinho e tatuado.

(...) será que as cinco fases do luto só se aplicam à morte de um ente querido? Será que elas também não se aplicam à morte de algum aspecto de sua vida? Nesse caso, estou bem no meio da fase dois: a raiva.

Ele a trata com respeito o tempo inteiro? Essa é a primeira pergunta. A segunda é: se, daqui a vinte anos, ele fosse exatamente a mesma pessoa que é hoje, você ainda assim se casaria com ele? E, finalmente, ele faz com que você queira ser uma pessoa melhor? Se conseguir responder “sim” às três em relação a uma pessoa, então encontrou um homem decente.